Segundo Beatriz (2010), desde a década de
80, pesquisadores da Europa estudam a mente humana dos universos acadêmicos,
tentando assim nomear e fazer a distinção das brincadeiras naturais e saudáveis
que fluem naturalmente entre alunos, das brincadeiras cruéis, de mau gosto, que
extrapolam o limite de respeito ao próximo. Eles brincam, “zoam”, se colocam vários
apelidos e se divertem com isso, porém é diversão quando não há segundas
intenções, ao contrário, se a vitima não se sentir bem, e as “zoações”
persistirem por mais de duas vezes no ano letivo, é chamado de bullying.
Conforme Beatriz (2010), as brincadeiras
sadias são aquelas que todos participam e divertem, quando apenas uma fração
deste grupo se diverte à custa de outra pessoa, é bullying escolar, onde se enquadra todos os atos de violência
(física ou não), que acontece de forma repetitiva, intencional, aplicadas
contra uma ou mais vitimas, no qual as mesmas são impossibilitadas de se
defender das agressões sofridas. Diante da nova realidade comprovada, a pessoa
que se omitir é cúmplice da barbaridade violenta contra os adolescestes que
estão na fase de confusão psicológica enfrentada na saída da infância para a adolescência, ou da
adolescência para a fase adulta. Para Ana Beatriz, o bullying não pode mais ser tratado como um fenômeno exclusivo da
área de educação, e sim de saúde pública afirma a psicóloga, pois se
identificada no inicio da agressão sofrida ou aplicada, evitaria grandes
tragédias como o pior ataque da história moderna nos Estados Unidos, onde, o
Sul-Coreano Cho Seung-Hui, de 23 anos, abriu fogo em dois pavilhões do campus,
no qual assassinou mais de trinta pessoas e se suicidou em seguida, colegas de
Cho relataram que ele sofria constantes humilhações, preconceitos, intimidações
de seus colegas, por não corresponder ao perfil dos alunos americanos daquela
escola.
Para Beatriz (2010), as atitudes tomadas
pelos agressores, quase sempre acontece de forma “natural”, onde os mais fortes
abusam dos mais fracos como mero divertimento, prazer ou poder, com intenção de
maltratar, humilhar, intimidar e amedrontar as pessoas, isso perpetua dor e
sofrimento aos vitimados, dificilmente a vitima recebe um tipo de agressão, os bullies geralmente vem em “bando”, que
contribui para a evasão escolar e exclusão social da vitima. Isso pode
acontecer das mais variadas formas como:
Insultar, bater, irritar, ofender, chutar, humilhar e
ridicularizar, xingamentos, espancamentos, exclusão, fazer gozações, empurrar,
isolar, ignorar, desprezar e/ou fazer pouco caso, colocar apelidos pejorativos,
ferir, fazer piadas ofensivas, beliscar, roubar, furtar ou destruir pertences
da vitima, atirar objetos contra as vitimas, violentar, assediar, insinuar, e
várias outras formas.
Conforme Barbosa Silva (2010), a
tecnologia veio a somar nas agressões, no qual se propagam via celular ou
internet com uma rapidez assustadora, e para isso recebe o nome de ciberbullying que será mais bem descrito
no decorrer, a internet contribui para o aumento dos sintomas psicossomáticos,
no qual os pacientes tendem a apresentar sintomas frutos das agressões como:
dores de cabeça, cansaço crônico, insônia, enjôo, dificuldades de concentração,
diarréia, boca seca, alergias, palpitações, suadores, tremores, ataques de
asma, sensação de “nó” na garganta, desmaios, tonturas, calafrios,
formigamentos, tensão muscular.
Conforme Beatriz (2010), o numero de
suicídios envolvendo jovens está com uma porcentagem muito grande ligada a
sintomas depressivos na população escolar, antes ignorada, hoje a depressão em
jovens está sendo estudada e avaliada pelos psicólogos, quando um jovem apresenta
dificuldades nas suas relações sociais, rebaixamento de sua autoestima,
irritabilidade, isolamento, notas baixas, não se deve pensar apenas em
envolvimento com drogas, más companhias ou namoros frustrados, e sim em
possível quadro de depressão ou situação de bullying,
que, se não tratado, pode evoluir para uma depressão profunda, momentos de
estresse com alta pressão psicológica pode abrir um quadro de TOC (transtorno
obsessivo-compulsivo) na vitima, ou até mesmo agravar problemas já existentes e
lavar o jovem ao suicídio.
Segundo
Ana Beatriz (2010), pessoas que passam por traumas psicológicos, como, absorção
de bullying, sentir a morte de perto,
acidentes, etc., se tem um numero crescente de TEPT (transtorno do estresse
pós-traumático), em especial quando presenciam senas de extrema violência,
abusos sexuais e vitimas de agressão, os casos de suicídio ocorrem quando as
vitimas, ou os alvos, não conseguem suportar as “zoações”, não controlam seus
pensamentos e atitudes e acabam suicidando-se e/ou assassinando pessoas em
massa como forma de avaliar seu sofrimento.
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