Jota Quest

sábado, 4 de agosto de 2012

Não Ao Bullying


Segundo Beatriz (2010), desde a década de 80, pesquisadores da Europa estudam a mente humana dos universos acadêmicos, tentando assim nomear e fazer a distinção das brincadeiras naturais e saudáveis que fluem naturalmente entre alunos, das brincadeiras cruéis, de mau gosto, que extrapolam o limite de respeito ao próximo.  Eles brincam, “zoam”, se colocam vários apelidos e se divertem com isso, porém é diversão quando não há segundas intenções, ao contrário, se a vitima não se sentir bem, e as “zoações” persistirem por mais de duas vezes no ano letivo, é chamado de bullying.

Conforme Beatriz (2010), as brincadeiras sadias são aquelas que todos participam e divertem, quando apenas uma fração deste grupo se diverte à custa de outra pessoa, é bullying escolar, onde se enquadra todos os atos de violência (física ou não), que acontece de forma repetitiva, intencional, aplicadas contra uma ou mais vitimas, no qual as mesmas são impossibilitadas de se defender das agressões sofridas. Diante da nova realidade comprovada, a pessoa que se omitir é cúmplice da barbaridade violenta contra os adolescestes que estão na fase de confusão psicológica enfrentada na saída  da infância para a adolescência, ou da adolescência para a fase adulta. Para Ana Beatriz, o bullying não pode mais ser tratado como um fenômeno exclusivo da área de educação, e sim de saúde pública afirma a psicóloga, pois se identificada no inicio da agressão sofrida ou aplicada, evitaria grandes tragédias como o pior ataque da história moderna nos Estados Unidos, onde, o Sul-Coreano Cho Seung-Hui, de 23 anos, abriu fogo em dois pavilhões do campus, no qual assassinou mais de trinta pessoas e se suicidou em seguida, colegas de Cho relataram que ele sofria constantes humilhações, preconceitos, intimidações de seus colegas, por não corresponder ao perfil dos alunos americanos daquela escola.

Para Beatriz (2010), as atitudes tomadas pelos agressores, quase sempre acontece de forma “natural”, onde os mais fortes abusam dos mais fracos como mero divertimento, prazer ou poder, com intenção de maltratar, humilhar, intimidar e amedrontar as pessoas, isso perpetua dor e sofrimento aos vitimados, dificilmente a vitima recebe um tipo de agressão, os bullies geralmente vem em “bando”, que contribui para a evasão escolar e exclusão social da vitima. Isso pode acontecer das mais variadas formas como:
Insultar, bater, irritar, ofender, chutar, humilhar e ridicularizar, xingamentos, espancamentos, exclusão, fazer gozações, empurrar, isolar, ignorar, desprezar e/ou fazer pouco caso, colocar apelidos pejorativos, ferir, fazer piadas ofensivas, beliscar, roubar, furtar ou destruir pertences da vitima, atirar objetos contra as vitimas, violentar, assediar, insinuar, e várias outras formas.

Conforme Barbosa Silva (2010), a tecnologia veio a somar nas agressões, no qual se propagam via celular ou internet com uma rapidez assustadora, e para isso recebe o nome de ciberbullying que será mais bem descrito no decorrer, a internet contribui para o aumento dos sintomas psicossomáticos, no qual os pacientes tendem a apresentar sintomas frutos das agressões como: dores de cabeça, cansaço crônico, insônia, enjôo, dificuldades de concentração, diarréia, boca seca, alergias, palpitações, suadores, tremores, ataques de asma, sensação de “nó” na garganta, desmaios, tonturas, calafrios, formigamentos, tensão muscular.

Conforme Beatriz (2010), o numero de suicídios envolvendo jovens está com uma porcentagem muito grande ligada a sintomas depressivos na população escolar, antes ignorada, hoje a depressão em jovens está sendo estudada e avaliada pelos psicólogos, quando um jovem apresenta dificuldades nas suas relações sociais, rebaixamento de sua autoestima, irritabilidade, isolamento, notas baixas, não se deve pensar apenas em envolvimento com drogas, más companhias ou namoros frustrados, e sim em possível quadro de depressão ou situação de bullying, que, se não tratado, pode evoluir para uma depressão profunda, momentos de estresse com alta pressão psicológica pode abrir um quadro de TOC (transtorno obsessivo-compulsivo) na vitima, ou até mesmo agravar problemas já existentes e lavar o jovem ao suicídio.
Segundo Ana Beatriz (2010), pessoas que passam por traumas psicológicos, como, absorção de bullying, sentir a morte de perto, acidentes, etc., se tem um numero crescente de TEPT (transtorno do estresse pós-traumático), em especial quando presenciam senas de extrema violência, abusos sexuais e vitimas de agressão, os casos de suicídio ocorrem quando as vitimas, ou os alvos, não conseguem suportar as “zoações”, não controlam seus pensamentos e atitudes e acabam suicidando-se e/ou assassinando pessoas em massa como forma de avaliar seu sofrimento.

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